quinta-feira, 10 de julho de 2014

Chá de chuva (Kate Lúcia Portela)


 “Lá vem você com essas histórias de comer nuvem”.
Por vezes, ouço essa frase quando relato a pessoas próximas o encantamento que sinto pelo clima mágico das histórias e poesias infanto-juvenis.
Acho até graça.
Mas, infelizmente, a poesia ainda causa um estranhamento nas pessoas.
Certa vez, um jovem afirmou que poesia é muito difícil.
Afirmei: “Difícil é viver sem poesia!”
E lhe dei um saquinho de poemas do genial Mário Quintana.
Li uma história interessante em que um menino, em meio a um engarrafamento, pergunta ao pai: “Que sabor tem o sol?”
E o pai lhe dá uma explicação científica.
Claro, isso não satisfaz o menino e, aos poucos, os dois são envolvidos pelo clima da magia e encantamento.
Atualmente, estou me alimentando com poemas da autora Roseana Murray.
Num, ela trata de um banquete com chá de chuva, bolo de neblina, empadão de pensamento, sorvete de orvalho, torta de tempo...
Incrível convite ao novo, ao inusitado, ao inesperado.
Um banquete literário.
Noutro, uma receita para espantar a tristeza:
Fazer caretas, plantar bananeiras, apanhar estrelas...
Mágico.
Deixemos, pois, o pragmatismo de lado.
E aceitemos o convite da poetisa Roseana Murray:
“Quer jantar comigo?”

Um cardápio de poemas para todos!...